Inicialmente, os fabricantes utilizavam fornos verticais, que apresentavam menor produtividade e eram limitados no processamento de grandes chapas.
Posteriormente surgiram os fornos horizontais, capazes de produzir:
Essa evolução tecnológica permitiu o crescimento do setor e tornou possível produzir vidros:
Hoje, o Brasil conta com equipamentos de alta tecnologia capazes de atender projetos arquitetônicos cada vez mais sofisticados.
O processo pode ser dividido em três etapas principais.
A chapa de vidro é levada a temperaturas próximas de 700°C.
Após atingir a temperatura ideal, o vidro recebe fortes jatos de ar frio.
O resfriamento brusco cria tensões de compressão nas superfícies e de tração no interior do vidro, responsáveis pelo aumento da resistência.
Esse processo é permanente e não pode ser revertido.
Sim.
Ensaios realizados no Instituto Falcão Bauer demonstraram diferenças importantes entre o vidro comum e o vidro temperado.
Durante os testes:
Esses resultados comprovam que o vidro temperado pode apresentar resistência muito superior ao vidro comum quando especificado corretamente.
Não.
Embora todos devam atender às normas técnicas, diversos fatores influenciam seu desempenho, como:
Por isso, é fundamental adquirir produtos de fabricantes confiáveis e certificados.
Não existe uma espessura única considerada ideal.
A escolha depende de diversos fatores, como:
Nos ensaios realizados pela Revista Tecnologia & Vidro, os vidros de 6 mm e 8 mm apresentaram desempenho superior ao de algumas amostras de 4 mm, reforçando a importância da correta especificação técnica.
O vidro temperado possui inúmeras aplicações.
É o único vidro que pode ser utilizado em portas de peça única sem necessidade de caixilhos estruturais.
Sua resistência e segurança fizeram dele o padrão desse segmento.
Permite grandes áreas envidraçadas com excelente aparência.
Muito utilizado em escritórios, clínicas e ambientes corporativos.
Quando corretamente especificado e conforme as normas técnicas.
Pode ser aplicado em:
Essa é uma das dúvidas mais frequentes.
A resposta depende da aplicação.
Segundo a ABNT NBR 7199, em coberturas e claraboias devem ser utilizados vidros laminados de segurança, pois, em caso de quebra, os fragmentos permanecem aderidos à película intermediária.
O uso exclusivo do vidro temperado nessas aplicações não atende aos requisitos da norma.
Não.
Existe a falsa ideia de que a aplicação de películas de controle solar ou decorativas seria suficiente para reter os fragmentos do vidro temperado.
Na prática, essas películas:
As normas da ABNT estabelecem critérios para fabricação, instalação e utilização dos vidros de segurança.
Mesmo não sendo leis propriamente ditas, elas servem como referência em processos judiciais e em situações envolvendo acidentes.
Caso uma instalação seja realizada em desacordo com as normas, podem existir implicações previstas pelo Código de Defesa do Consumidor, incluindo responsabilização civil, indenizações e outras penalidades.
Além da têmpera térmica, existe também a têmpera química.
Nesse processo, ocorre uma troca de íons entre o vidro e um banho de nitrato de potássio fundido, aumentando significativamente sua resistência superficial.
Esse tipo de vidro é amplamente utilizado em:
No Brasil, essa tecnologia foi utilizada experimentalmente nas coberturas dos bancos de reserva dos estádios da Copa do Mundo de 2014. Apesar do sucesso da aplicação, seu uso ainda permanece restrito na construção civil devido ao custo elevado.
Enquanto países europeus utilizam amplamente o vidro estrutural na fabricação de móveis, o mercado brasileiro ainda concentra sua aplicação em:
Especialistas apontam que existe um enorme potencial de crescimento nesse segmento.
Para ampliar sua participação, o setor vidreiro precisa investir em:
Criar soluções específicas para móveis em vidro.
Aproximar fabricantes de arquitetos, designers de interiores e especificadores.
Treinar mão de obra especializada para atender às exigências do setor moveleiro.
Desenvolver componentes e sistemas que ampliem as possibilidades de aplicação do vidro.
Sim. Dependendo da aplicação e da espessura, ele pode apresentar resistência até cinco vezes maior ao impacto e maior resistência às variações térmicas.
Não. Após a têmpera, qualquer tentativa de corte, furação ou acabamento provocará sua quebra. Todo o beneficiamento deve ser realizado antes do processo de têmpera.
Sim. Sua principal característica é a fragmentação em pequenos pedaços com bordas menos cortantes, reduzindo o risco de acidentes.
Não como solução única. Para coberturas e claraboias, a ABNT NBR 7199 recomenda a utilização de vidro laminado de segurança.
A combinação entre segurança, resistência, durabilidade e estética, tornando-o ideal para uma ampla variedade de aplicações na construção civil e na arquitetura.
O vidro temperado revolucionou a construção civil brasileira ao oferecer um material resistente, seguro e visualmente sofisticado. Sua capacidade de suportar impactos, permitir grandes áreas envidraçadas e proporcionar maior segurança fez dele uma solução amplamente utilizada em residências, edifícios comerciais e projetos arquitetônicos.
No entanto, para garantir desempenho e segurança, é fundamental que sua especificação respeite as normas técnicas da ABNT, especialmente em aplicações estruturais e coberturas. Além disso, contar com fabricantes qualificados e profissionais especializados é essencial para assegurar a qualidade da instalação e a durabilidade do projeto.
Com a constante evolução tecnológica e o surgimento de novos processos, como a têmpera química, o vidro temperado continuará ampliando suas aplicações e consolidando sua importância na arquitetura, na construção civil e na indústria moveleira.
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