Raimundo Calixto e pelo consultor de esquadrias e diretor da Refilar, Rivônio Cordeiro, abordam a questão do vidro estrutural, iniciando pelos cuidados que devem ser tomados para se instalar vidros temperados em fachadas.
Para introduzir o tema ao vidro estrutural e sistemas de fixação e segurança do usuário, destacamos a utilização do vidro temperado em fachadas, que é bastante comum e é usado em diversos sistemas. Os mais usados são: Ferragens em vidro temperado (conhecido “engenharia”), Spiders Glass (vidro agrafado ou aparafusados) e suas diversas variações, que podem incluir até mesmo colunas, travessas e traves também de vidros. Outra forma de instalar os vidros temperados em fachadas é criar uma estrutura em alumínio ou aço e encaixilhar os painéis de vidro com perfis tipo “U” de alumínio.
À primeira impressão trata-se de um sistema completamente seguro. Mas aí é onde mora o perigo! Alguns profissionais, com a intenção de economizar, têm usado esse sistema para grandes alturas de fachadas, e a “solução” usada é apoiar vários painéis uns sobre os outros usando apenas pequenos separadores entre eles. Figura 01
Apesar de ser várias vezes mais resistente que os vidros float o vidro temperado não consegue resistir aos pesos de várias peças, onde o primeiro painel fica muito sobrecarregado. (fig. 01)
A norma NBR 7199 indica que painéis acima da cota de 1,1 m do piso devem ser laminados ou laminados de temperados. Isso exatamente porque o vidro somente temperado, além de ter risco de quebra espontânea, como mencionado acima, também pode “estourar” com mais cargas do que pode suportar. Figura 02
Neste caso, o ideal é distribuir as cargas a cada painel. Isso é possível encaixilhando o painel nos quatro bordos e colocando travessas nas juntas horizontais de vidro. (fig. 02)
Distribua as cargas a cada painel. Isso é possível encaixilhando-se os painéis nos quatro bordos e colocando travessas nas juntas horizontais de vidro.
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