Academias domésticas oferecem oportunidades para vidraçarias!

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A prática de exercícios físicos é uma necessidade há anos, mas tem recebido mais atenção recentemente, já que, segundo pesquisa do mercado imobiliário de luxo, quase metade dos entrevistados estão dispostos a ter uma academia no próprio lar, denominadas academias domésticas.

Definitivamente, a pandemia da Covid-19 veio para revolucionar o mundo em vários aspectos. Dentre eles, a mudança de hábitos e de velhos costumes ganha destaque em um momento no qual se cuidar e cuidar do próximo se torna uma necessidade. Como resultado desses novos tempos, 47% dos brasileiros das classes A e B, atualmente, estão dispostos a pagar para ter uma academia doméstica, segundo pesquisa realizada pela Brain Estratégia.

Esse desejo vem da necessidade do cuidado com o corpo e com a saúde, mas também é estimulado pelo fato de a praticidade ser um anseio cada vez maior. Sendo assim, aliando bem-estar e comodidade, essa parcela considerável da população está disposta a remodelar um ambiente em seus lares para incluir esse espaço para exercícios físicos, disponível a qualquer instante, faça chuva ou faça sol.

E, a reboque nessa tendência, vem o consumo de vidros e espelhos, já que, nas academias domésticas, a instalação de espelhos em paredes contribui para que os exercícios sejam feitos de forma correta, mantendo-se a postura adequada. Opcionalmente, as academias domésticas, além de incluírem vidros, podem adicionar amplas janelas ou portas de correr, que permitem a visão do entorno e favorecem a ventilação desse local esportivo

Um exemplo dessa mudança no comportamento dos brasileiros é o que aconteceu com um casal, clientes do escritório Eduarda Correia Arquitetos Associados. Para ambos, a necessidade de ter uma academia em casa surgiu justamente por causa da pandemia. Eles já tinham uma casa ampla e ventilada, mas que usavam apenas para passar o fim de semana. Com a contingência sanitária, decidiram se mudar definitivamente para o local e, logo, sentiram o desejo de treinar em casa. Com isso, foi necessário fazer uma reforma, ampliando o espaço para abrigar a academia que tanto desejavam.

“Eles pediram para tentar aproveitar, ao máximo a vista do local, as lindas montanhas de Minas, e tentar fazer uma integração com o restante dos ambientes que já existiam”, revela a arquiteta responsável pelo projeto, Eduarda Correa. Ela acrescenta ainda que todos os inúmeros equipamentos que o casal incluiu na lista de desejos couberam no espaço feito sob medida, mantendo, assim, a organização do local.

Ao materializar um novo espaço na residência, é preciso se atentar para alguns aspectos como a não interferência interna de um ambiente totalmente novo em uma estrutura já criada, além da interferência externa, quando é necessário modificar a fachada. “Definitivamente é uma tarefa que demanda muita atenção. Foi um desafio, por exemplo, integrar o que já existia sem parecer algo totalmente desvinculado do restante da morada. A transição do piso também foi complicada. Toda área criada anteriormente tem um piso de travertino e precisávamos de um outro tipo de piso, de absorção de impacto, para a academia”, pondera Eduarda.

Apesar de ter sido um grande desafio incluir uma academia em um espaço já existente, a arquiteta dá uma dica de como conseguiu superá-lo: “Para solucionar essa questão, nós escolhemos um piso que tem um aspecto homogêneo e que combina com o outro material especificado na piscina. Fizemos isso para não chamar muita atenção. Essa divisão entre os pisos foi feita de maneira bem sutil, por meio de uma jardineira, criada pelo paisagista Luiz Carlos Orsini”, revela.

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