Laminação com EVA chega para competir com as resinas

Quatro empresas anunciavam, na Glass South America, os benefícios da laminação com EVA

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Durante a feira Glass South America um detalhe que chamava a atenção dos visitantes mais atentos era o grande número de modelos de fornos para laminação com EVA oferecidos. Keraglass, Glaston (em parceria com a RCN), Vidromax, Gusmão e Vetro Máquinas ofereciam modelos diferentes do equipamento.

Segundo os fabricantes, a laminação com EVA chega ao mercado para competir com vantagens contra o sistema de laminação que utiliza resina. Yveraldo Gusmão, diretor da Gusmão Representações, pioneiro na introdução desse equipamento no País, afirma que o sistema é mais limpo e oferece melhor resultado final.

Segundo o empresário, a grande vantagem do sistema com EVA é o baixo investimento que exige em máquinas (de R$ 150 mil a R$ 500 mil, dependendo do fabricante e do modelo). A segunda vantagem é a versatilidade, pois é possível otimizar a chapa para que não haja perda do vidro. Em outras palavras: o vidro é cortado antes da laminação na medida exata em que será utilizado.A produtividade do equipamento varia de acordo com o modelo, e vai de 40m² por turno de oito horas (modelo com apenas 1 gaveta) até os que produzem 500 m nesse mesmo período.

Outra vantagem apontada por Gusmão é o fato do sistema ser limpo e semelhante à laminação com Polivinil Butiral (PVB), inclusive na qualidade do produto final. Além disso, o EVA possibilita a criação de até 150 cores diferentes.

Gusmão compara o forno EVA com a linha de laminação com PVB, que custa de R$ 1,5 milhão a R$ 2 milhões. Além desse alto custo, não permite aproveitamento das chapas e tem produtividade de 2 mil metros quadrados por dia, que precisa ser utilizada ao máximo para compensar o investimento.
No sistema com EVA pode-se embutir, entre os vidros, fotos, tecidos e itens decorativos. O produto não delamina e, segundo os fabricantes, tem a mesma resistência e a mesma qualidade do PVB.

Para comprovar a eficiência do laminado com EVA aos seus clientes, Gusmão solicitou uma certificação de impacto, luz e umidade no Instituto Falcão Bauer da Qualidade (IFBQ).

No modelo da Vidromax, a novidade é que ele terá uma boa parte nacionalizada, incluindo o painel. Com isso o custo para investimento no equipamento é reduzido.
No sistema de produção de laminados com EVA, uma manta do material é posicionada entre duas chapas de vidro dentro de uma gaveta especial e levada ao forno. O processo dura três horas e chega à temperatura máxima de 120 graus centígrados.

Segundo os diretores da Vidromax, o custo da manta de EVA, com espessura de 0,38 mm é de aproximadamente R$ 13,00 o metro quadrado. O custo estimado para produção de um vidro laminado 3 + 3mm é de R$ 38,00 o metro quadrado, com o custo de energia elétrica calculado em aproximadamente R$ 1,50 por metro quadrado produzido.

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